Um vinho amargo derramado em seu amago apenas pinta uma ou outra vez
Escondido por placas retorcidas de ferro como papel de bala jogado fora.
Uma batata vermelha e gratinada e esfaqueada varias vezes.
Descasca sua bela pele pois esqueceu o que era belo.
A nova pele nasce em hostil e vil castelo.
Um castelo que é de cartas e que termina em 20.
Vinte do futuro. Vinte da liberdade. Numero que leva a sanidade.
Coração armado até os dentes com porretes e correntes.
Daqueles que não se entende, mesmo de frente. Tão quente.
Tão longe da gente. Que também é quente e quer sentir calor.
Só te resta comer as beiradas. Aos poucos, aos trancos.
Esperar que o centro seja doce como o vinho para não ter asco deste caminho.
Espero que depois não haja mais nenhum espinho.
Nesta flor de batata que é coração de menina.
Aff... Para quem for idiota. Esta é a foto da flor que nasce da batata.




