quarta-feira, 27 de abril de 2011

Caçadores Nazistas! Parte 1



Neve!
   Era tudo que encontrávamos naquele maldito país. Ocasionalmente algumas árvores mortas ou galhos retorcidos que destoavam quase que iguais pela imensidão da tundra no que deveria ser já faz tempo um pântano. E o Cheiro, Eu especialmente odiava aquele cheiro de pólvora que podíamos sentir a metros e metros de distancia. Apesar de tudo era um dia Limpo, sem nevascas ou fumaça de cachões ou Fogo.
  Estávamos eu, Frida, naquela época a primeira SS a participar desse tipo de operação, e também o maldito do Hans Landa! Um tenente de olhar psicótico com uma maldita insígnia caveirada presa no seu quepe!  Não entendia porque uma caveira! Estávamos naquele país para libertarmos todos de sua ignorância e mediocridade proletariada e com isso o Mundo então seria perfeito!
  Ahhh como eu era ingênuo! Nunca tinha visto o que os loucos como Hans fizeram nos laboratórios subterrâneos e tudo mais!
-Acho que o senhor deveria ater-se a história! Você sabe que não deve divagar para que possamos chegar à raiz do problema.
-Eu estou aqui por pura e espontânea vontade então contarei a história como me convier!
  Então... Ele era mesmo um babaca! Enquanto nós tínhamos casacos de verão e Arbalestas ele desfilava por ai como um completo idiota. Sobretudo cinza, Uma MP-40 em punho e um saco de couro em outro.
-Ele está aqui por perto! -O babaca disse sem nem olhar para nós e então andou alguns passos a frente. Ele me chamou a frente para que pudesse ver que ali havia uma vila, suja e abandonada, mas sem nenhum vestígio de luta.
-A Criatura nos atrai até um lugar fechado para nos atacar e então o caçador se torna a presa. Vamos acampar aqui fora mesmo onde eu possa vê-lo com antecedência!   -Falou o babaca já pondo suas coisas no chão entre um muro antigo de pedras e uma velha arvore desfolhada. –Vocês dois fiquem de guarda! –Deitou com a cabeça sobre a mochila e dormiu.
-Onde nós possamos vê-lo com antecedência não é? –Reclammei para Frida. Ela apenas me deu um olhar de reprovação e continuou onde estava com um pé apoiado sobre o morro e outro firme no chão, quase como aquela valquiriana que eu havia visto no pôster de recrutamento.
 E Também sem olhar na minha cara ela me mandou catar lenha, pois necessitaríamos dela para aquecer a sopa e para a sobreviver a noite.
–E se a milícia nos encontrar pelo fogo? -Eu pensei! talvez alto de mais!  
–Nós sabemos Russo! –Ela disse.
–A Milícia sabe Russo, mas as criaturas só sabem rasgar suas entranhas. –Confesso que me senti muito mal com meu próprio comentário e decidi que me afastar daqueles dois faria bem a mim.
  A velha Arvore ainda estava muito viva para queimar então me desloquei até a beira de um lago congelado para encontrar os galhos e talvez com sorte fumar um ou outro cigarro.
 Logo que terminei decidi me apoiar firmemente a uma arvore e enquanto minhas mãos treinadas faziam o truque de por o fumo e lamber o papel eu divagava sobre a minha antiga vida em Berlim e o que deixei para vir até esse fim de mundo.
 A Briga com meus pais, a Morte de Gunther na França, tudo aquilo que friederick se tornou, As Salsichas da tia Hilda e as camisas transparentes de Hannah passaram pela minha cabeça antes que eu pudesse dar a primeira tragada! Logo a fumaça saia devagar pelo canto da boca num estilo que eu gostava de chamar de "The Yorker Way", mas só atrapalhava a visão mais do que o normal.
 Achei que havia visto algo passar batido vindo por detrás da arvore, mas acredito que era só besteira da mente, então segui para a segunda tragada.  Pouco pude notar a mulher perto do centro do lago me encarando antes que pudesse já tragar e no susto que se seguiu engolir toda a fumaça tossindo como um idiota por no mínimo um minuto. Quando me recuperei ela já estava bem perto de mim; estranha, porem não ameaçadora. Ela vinha andando, quase se arrastando devagar em minha direção e eu murmurei algo que agora não me lembro. Só sei que me atrapalhei e acabei dizendo em alemão comprometendo meu disfarce. Eu teria que matá-la.
As Mãos tremiam e o treinamento era esquecido enquanto minhas costas prensavam cada vez mais contra a árvore. O cigarro caíra e apagara no chão e ao olhar para a arbalesta senti que algo quente e molhado havia caído no meu rosto. O Maldito havia acertado ela! E eu só podia olhar a frente um osso de fêmur com a rótula ensanguentada. Ele a havia acertado bem na cabeça, perto dos olhos não me lembro o nome do local, mas sei que não era bonito de olhar o resultado, pois havia tanto sangue que seu cabelo grudava as feridas da face e a neve ficava cada vez mais avermelhada o que estranhamente me lembrava uma raspadinha de licor de cereja.
-SCHEIBE!!! -Ele gritou... -Não era ela!- Frida veio logo depois! –Quem era essa? –Ninguém! -Ele retrucou!  Enquanto escondia rapidamente o osso de volta na bolsa e sem dizer mais nada me virou as costas e voltou até o posto. Pude ver duas barracas ao pé da primeira arvore e finalmente me senti livre para chamar aquilo de posto. Frida o seguiu e eu logo fui atrás!
 Esquentamos a sopa quente e nojenta na noite que já não era mais tão calma! Ao longe podíamos ouvir a artilharia pesada sobre as cidades vizinhas, mas a minha mente estava na mulher do lago e no osso de Landa. Eu tinha certeza que sonharia com aquilo...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Algo antiiiigo...


Ambos agora se encontravam sentados um de frente para o outro numa cafeteria CokeBucks próxima. 
  -“Anie Girl” você não é a mesma ruiva de 15 aninhos que gostava de ver aqueles documentários independentes não é? Juro para você que pensei estar puxando conversa com uma completa estranha!
  -Anita ainda um pouco preocupada apenas dava respostas simples enquanto brincava com seu canudo.
  -É. Eu Mudei bastante.
  -10 anos é tempo de mais. Não apenas para gente, mas para o mundo também.
   –Gunther parecia distraído e ficava olhando para fora da cafeteria. Dava para perceber que estava chovendo bastante pelo barulho do lado de fora, mas as janelas da cafeteria apenas reproduziam um dia ensolarado no campo com direito a até crianças de mentira brincando no pasto. –Vai me fazer acreditar que crianças ainda brincam no pasto?!
  -Ela odiava quando ele começava a reclamar por isso o cortou.
  -O que tem feito de útil meu rapaz? –Mas ele estava perdido em seus pensamentos.
  -Anie antes da guerra as pessoas não tinham tanto medo e o medo é gerado pela ignorância. Antes da guerra as pessoas podiam ter toda a informação do mundo em um segundo e qualquer um podia ser um artista ou um contador de verdades. –Os Olhos de seu velho amigo se enchiam de saudade. –Mas agora só um bando de Putos pode ter a informação e fazem com ela o que bem entendem. Por isso esse almanaque, coisa do século passado, agora é algo que vende bastante. Tudo agora voltou a ter um preço. -Parou para tomar um gole de café e perdeu sua chance de continuar.
  -Talvez agora nós possamos dar mais importância ao pouco que temos não?
  -É talvez. Você pode estar certa e eu apenas ser um idiota com sonhos infantis. Eu agora trabalho para os tais Putos sabia?
  -Anita não pode conter a surpresa e soltou um ronco de desprezo.
  -O que mais um ex-Combatente poderia fazer? A criança cresce na guerra sabia?
  -Você é muito hipócrita Gunther!
  -E você sempre falou o que bem entendia, sem na verdade entender nada. Nós não somos uma organização secreta ou coisa assim. Meu Chefe, Willian, acredita que podemos fazer as pessoas melhores, para que esse mar de ignorância não cause outras desavenças.
  -Gunther você está se contradizendo muito. Suas mãos estão tremendo. Por quê?
  -Eu... Estou um pouco nervoso em te ver, assim tão der repente. –Anita agora segurava fortemente as mãos tremulas de seu companheiro. -Vai me dizer que seu sofrimento de trabalhar para quem odeia é maior do que uma pessoa que está ao seu lado? Você sempre gostou de conversar com pessoas novas, mas nunca teve a coragem de checar em profundidade cada ser humano.
  -Logo as mãos de Gunther pararam de tremer e ele a havia entendido. Aquilo com certeza era uma indireta. Nem havia se preocupado em saber o porquê tomava café com a sua amiga infância que se encontrava ali sem sapatos e com um estranho cheiro no cabelo.
  -O que aconteceu?
  -Eu tenho uma doença grave. Eu não posso ter meu filho.
  -Ao ouvir essas palavras ele tremeu por um momento e depois enrijeceu. Olhava para Anita como um Robô olharia para qualquer outro ser humano, mas não sentia frieza. Na verdade ele se encontrava totalmente concentrado. Seus olhos azuis então fizeram um pequeno movimento para cima enquanto ele buscava em seu bolso algo. Ao achar ele levanto-se com alguma dificuldade enquanto punha a mão sobre a mesa apoiando-se e então disse:
-Me ligue amanha okay? Acho que posso te ajudar.

Parte do Livro Homini Lupus Hominis  (Ainda em produção)

domingo, 17 de abril de 2011

DOM QUIXOTE MODERNO!

Hoje eu  vi a mulher mais bonita do mundo! Pode parecer mentira, mas a visão é uma questão de perspectiva...

Não eram apenas suas curvilíneas formosuras que me agradavam, mas tambem as suas açoes.
Apenas vendo sem sentir eu pude imaginar e comparar cada poucas delas a sonhos que jaziam esmagados por mim mesmo no curso da vida. E então eu a desejava. Talvez não o suficiente para vener minha alma, mas o suficiente para render o meu corpo e mente aos seus sevéros encantos e pequenos erros que não os tornam verdadeiros erros apenas os tornam pequenos na mente de um cavaleiro desvairado sem moto e nem óculos escuros. Pelo menos ainda tenho a jaqueta não?

Pobre cavaleiro Andante!

E naquele momento Dom Quixote que nunca acreditou ter errado na vida eu que pelo menos achava que passava por ela sem verdadeiras delongas, percebeu que queria ser mais! Muito mais que um cavaleiro andante. E acreditou ingenuamente que cada erro da vida dela poderia concertar o erro de sua própria vida  e que sobre suas asas poderia errar a vontade, que não apenas os outros não ririam dele, mas tambem o acalentariam.

Pobre Dom Quixote Moderno!

E então ele a estudou. De longe como um observador de passaros. E piamente ele tinha fé de que poderia voltar a realizar suas proezas sem mais dar bola para o mundo! Explodir moinhos de ventos e usar um penico com elmo! Nada mais importava a não ser a aventura seguinte e seguinte em nome de sua amada! Sem ao menos nunca ter lhe tocado.

Pobre esquizofrênico fora de seu mundo!

Mas o Dom quixote moderno não quer sancho pança ao seu lado! Ele quer dulcinéia como sua mestra e quer ele mesmo ser o escudeiro e num gesto desmedido ele lhe passa o elmo de pinico, desce de seu corcél e se ajoelha perante a mulher mais charmosa e corajosa que ele ja viu. Ela nunca lhe disse nada em o havia visto, mas aceitou tamanha honra sem pestanejar. Tamanha era a espontaneidade de dulcinéia.

Pobre dulcinéia!

Arranjou um amor atrapalhado e um ajudante desnecessário!
Foi de graça... como qualquer amor!