quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Coração desenhado...

Formato circular e pulsante. Uma, talvez duas veias cativantes.
Um vinho amargo derramado em seu amago apenas pinta uma ou outra vez
Escondido por placas retorcidas de ferro como papel de bala jogado fora.
Uma batata vermelha e gratinada e esfaqueada varias vezes.

Descasca sua bela pele pois esqueceu o que era belo.
A nova pele nasce em hostil e vil castelo.
Um castelo que é de cartas e que termina em 20.
Vinte do futuro. Vinte da liberdade. Numero que leva a sanidade.

Coração armado até os dentes com porretes e correntes.
Daqueles que não se entende, mesmo de frente. Tão quente.
Tão longe da gente. Que também é quente e quer sentir calor.

Só te resta comer as beiradas. Aos poucos, aos trancos.
Esperar que o centro seja doce como o vinho para não ter asco deste caminho.
Espero que depois não haja mais nenhum espinho.

Nesta flor de batata que é coração de menina.

Aff... Para quem for idiota. Esta é a foto da flor que nasce da batata.

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