sexta-feira, 18 de maio de 2012
Titulo...
Sabe... Só agora eu percebi quer o blog é uma das coisas mais filosóficas e reflexivas que existe, pois logo de inicio ele pergunta: Quem é você?
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Desterra...
Uma Rosa...
Certa manhã, ao despertar de um sonho inquieto, Thomas descobriu que seus olhos fitavam a imensidão cinza! Não haveria como saber onde estava e seus ouvidos apenas tilintavam.
Certa manhã, ao despertar de um sonho inquieto, Thomas descobriu que seus olhos fitavam a imensidão cinza! Não haveria como saber onde estava e seus ouvidos apenas tilintavam.
-Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiihhhh...
-Decerto devia mover a cabeça. Primeiro para a esquerda até que a porção de marrom se igualasse a de cinza num horizonte contrastante, depois para a direita; mas percebeu que estava incapacitado de fazer isto.
“Devo me levantar?”, pensou claramente, mas descobriu que não possuía forças para tal e decidiu mais uma vez fitar o mono-cromatismo. Agora estava a pensar em quem era e o que fazia ali. Ele sabia que era Thomas e que se lembrava de ter despedido-se de uma bela enfermeira de Vermont cujas pernas eram vermelhas!
-Decerto devia mover a cabeça. Primeiro para a esquerda até que a porção de marrom se igualasse a de cinza num horizonte contrastante, depois para a direita; mas percebeu que estava incapacitado de fazer isto.
“Devo me levantar?”, pensou claramente, mas descobriu que não possuía forças para tal e decidiu mais uma vez fitar o mono-cromatismo. Agora estava a pensar em quem era e o que fazia ali. Ele sabia que era Thomas e que se lembrava de ter despedido-se de uma bela enfermeira de Vermont cujas pernas eram vermelhas!
“Mas como assim pernas vermelhas?”, arriscou dizer enquanto apostava com a loucura que agora se alojava em sua mente. E então ele viu duas solas de botas atravessando seu cinza infinito. Alguém pulara por cima dele e neste momento ele se sentia sozinho, pensando em Rosas...
“O quão clichê uma rosa nascendo da Terra desolada pode ser?”
E agora pensava nos filmes em que a Rosa significava a esperança de que nos piores momentos algo belo ainda poderia nascer da destruição, algo belo que não queria saber de ideais ou matanças, pois era belo por apenas existir.
“Limpo, nascendo da poça de merda!” E percebeu que enquanto pensava nisso suas mãos se mexiam como escravas da dor que agora chegava, e que estavam sujas, cobertas de terra molhada. A Dor veio junto ao som, como pipocas que estouravam na panela de manha enquanto sua mente voltou ao passado.
Sua mente se focava em letras lidas à luz de vela enquanto o som da porta que abria unida a passos cuidadosos, mas fortes, atravessavam o cômodo a fim de quebrar o silêncio esperado.
-Thomas... O que está lendo? – Uma voz feminina falou.
-É um livro de poemas. -Respondeu automaticamente como se estivesse vendo um filme em que ele mesmo era a estrela.
-Este é de T.S. Eliot. Chama-se “A Terra Desolada” – Terminou.
E ao momento desta frase dita se esforçou para ver com quem ele mesmo falara, mas apenas podia ver um borrão na escuridão e pernas vermelhas.
-Leia um trecho para mim Thomas. –As pernas disseram com vos insistente. E como uma marionete ele consentiu enquanto belas palavras jorravam de sua boca.
“Abril é o mais cruel dos meses, germina
Lilases da terra morta, mistura
Memória e desejo, aviva
Agônicas raízes com a chuva da primavera.
O inverno nos agasalhava, envolvendo
A terra em neve deslembrada, nutrindo
Com secos tubérculos o que ainda restava de vida.
O verão; surpreendeu-nos, caindo...”
-Eis que a vela se apaga e a leitura não é apenas interrompida pela falta de visão, mas porque agora seus lábios se encontravam incapazes de falar por uma sensação quente e moderna que lhe contornavam.
A Mulher de pernas vermelhas o beijara no escuro e Thomas mais uma vez abria os olhos que fitavam a imensidão monocromática! Tentou mais uma vez mover a cabeça para a direita e mesmo com dificuldade ele atiro-se ao lado até ver um corpo e depois nada mais.
Naquele mesmo momento que Thomas dava seu ultimo suspiro, uma bela mulher de Vermont, vestida desleixadamente, atendia sua porta de frente e um soldado abestalhado não poderia ter deixado notar e falar:
-Bela tatuagem de Rosa!
“O quão clichê uma rosa nascendo da Terra desolada pode ser?”
E agora pensava nos filmes em que a Rosa significava a esperança de que nos piores momentos algo belo ainda poderia nascer da destruição, algo belo que não queria saber de ideais ou matanças, pois era belo por apenas existir.
“Limpo, nascendo da poça de merda!” E percebeu que enquanto pensava nisso suas mãos se mexiam como escravas da dor que agora chegava, e que estavam sujas, cobertas de terra molhada. A Dor veio junto ao som, como pipocas que estouravam na panela de manha enquanto sua mente voltou ao passado.
Sua mente se focava em letras lidas à luz de vela enquanto o som da porta que abria unida a passos cuidadosos, mas fortes, atravessavam o cômodo a fim de quebrar o silêncio esperado.
-Thomas... O que está lendo? – Uma voz feminina falou.
-É um livro de poemas. -Respondeu automaticamente como se estivesse vendo um filme em que ele mesmo era a estrela.
-Este é de T.S. Eliot. Chama-se “A Terra Desolada” – Terminou.
E ao momento desta frase dita se esforçou para ver com quem ele mesmo falara, mas apenas podia ver um borrão na escuridão e pernas vermelhas.
-Leia um trecho para mim Thomas. –As pernas disseram com vos insistente. E como uma marionete ele consentiu enquanto belas palavras jorravam de sua boca.
“Abril é o mais cruel dos meses, germina
Lilases da terra morta, mistura
Memória e desejo, aviva
Agônicas raízes com a chuva da primavera.
O inverno nos agasalhava, envolvendo
A terra em neve deslembrada, nutrindo
Com secos tubérculos o que ainda restava de vida.
O verão; surpreendeu-nos, caindo...”
-Eis que a vela se apaga e a leitura não é apenas interrompida pela falta de visão, mas porque agora seus lábios se encontravam incapazes de falar por uma sensação quente e moderna que lhe contornavam.
A Mulher de pernas vermelhas o beijara no escuro e Thomas mais uma vez abria os olhos que fitavam a imensidão monocromática! Tentou mais uma vez mover a cabeça para a direita e mesmo com dificuldade ele atiro-se ao lado até ver um corpo e depois nada mais.
Naquele mesmo momento que Thomas dava seu ultimo suspiro, uma bela mulher de Vermont, vestida desleixadamente, atendia sua porta de frente e um soldado abestalhado não poderia ter deixado notar e falar:
-Bela tatuagem de Rosa!
segunda-feira, 19 de março de 2012
Starbucks
"Somente quando se esgotam todas as forças para se tornar sociável percebemos que a importância de nossos atos não são da minima preocupação de terceiros. Seus toques não são transmitidos e suas emoções não são sentidas. Suas recompensas são próprias e por motivos deferentes. E por fim podemos usufruir da melhor companhia que existe! A própria..."
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Presentemon!!!
Esse foi um texto que eu dei de presente para uma amiga na época em que eu achava que textos eram bons presentes. ela disse que não entendeu nada e que não gostou. então eu parei de dar textos como presentes. espero que alguém entenda xD
PRESENTE...
PRESENTE...
Malz ae não ter ido no seu niver. Mas como eu tava doente e sem grana fiz um presente pra vc Girl. Um conto... Espero que goste.
Por entre as grandes arvores algo a menininha viu. Uma bela menininha de jardineira verde e gorro azul que brincava sozinha no playground. Ela quis se levantar e explorar, mas tinha medo de que sua mãe a repreende-se... E como a Senhora Baxter repreendia a pobre menininha. Mesmo às vezes não sendo culpa dela, mas quem poderia culpar uma viúva de ser super protetora?
Uma amiga da viúva Baxter chegou e a menininha percebeu que agora seria a hora de se levantar. As adultas conversariam por horas antes que com ela pudessem se importar e então primeiro uma perna e depois a outra num passo torto fez a menininha se mover em direção a estranha coisa entre as arvores.
Um cogumelo bem grande-Ela notou. Era mais ou menos do tamanho de sua cabeça e não podendo agüentar sem tocar seus dedos se espalharam por entre o cogumelo manchado e nele ela contou.
-1... 2...3...4... -Bolas vermelhas no seu topo. E essas bolas tinham pêlinhos que esquentavam suas mãos ao tocarem neles. Pelinhos quentes num cogumelo que cada vez ficava mais quente até que de súbito a menininha tirou suas mãos do objeto, mas já era tarde de mais e o estrago já estava feito.
É comum não sentir nenhuma dor até se ver o estrago feito e então a menininha decidiu não olhar para a sua mão pondo-a atrás das costas e segurando-a com o outro braço. Logo seus olhos estavam vidrados naquele cogumelo que agora não estava mais tão familiar. Ele agora tinha uma cabeça achatada de onde olhos estreitos brotavam, o cogumelo era um tronco contraído no sono que agora se desdobrava e mostrava fogo vivo correndo por boa parte de sua espessura.
A menininha fugiu... Corria tortamente em direção a sua mãe, com a mão nas costas e um choro incomum as crianças feridas, que ao contrario de gritar e espernear ela apenas fechava a cara num choro fraco que as vezes se tornava bem agudo, mas mesmo assim ainda fraco. E ao chegar a sua mãe, que logo gritou e a pegou no colo a menininha podia ver a amiga da viúva Baxter ligando para alguém.
Sua mãe corria e a menininha de jardineira verde e gorro azul olhava por cima do ombro da mãe o playground se distanciando enquanto ela corria. Ela levantou a mão e pode ver o estrago, mas não sentia dor, pois pode mais uma vez dar um vislumbre na criatura que a havia infligido e neste momento pensou que podia ter dito:
Alguém? Que tipo de alguém? Alguém armado? Espero que não, pois essa mão que você queimou hoje. Um dia vai ser a mão que vai te capturar.
Por entre as grandes arvores algo a menininha viu. Uma bela menininha de jardineira verde e gorro azul que brincava sozinha no playground. Ela quis se levantar e explorar, mas tinha medo de que sua mãe a repreende-se... E como a Senhora Baxter repreendia a pobre menininha. Mesmo às vezes não sendo culpa dela, mas quem poderia culpar uma viúva de ser super protetora?
Uma amiga da viúva Baxter chegou e a menininha percebeu que agora seria a hora de se levantar. As adultas conversariam por horas antes que com ela pudessem se importar e então primeiro uma perna e depois a outra num passo torto fez a menininha se mover em direção a estranha coisa entre as arvores.
Um cogumelo bem grande-Ela notou. Era mais ou menos do tamanho de sua cabeça e não podendo agüentar sem tocar seus dedos se espalharam por entre o cogumelo manchado e nele ela contou.
-1... 2...3...4... -Bolas vermelhas no seu topo. E essas bolas tinham pêlinhos que esquentavam suas mãos ao tocarem neles. Pelinhos quentes num cogumelo que cada vez ficava mais quente até que de súbito a menininha tirou suas mãos do objeto, mas já era tarde de mais e o estrago já estava feito.
É comum não sentir nenhuma dor até se ver o estrago feito e então a menininha decidiu não olhar para a sua mão pondo-a atrás das costas e segurando-a com o outro braço. Logo seus olhos estavam vidrados naquele cogumelo que agora não estava mais tão familiar. Ele agora tinha uma cabeça achatada de onde olhos estreitos brotavam, o cogumelo era um tronco contraído no sono que agora se desdobrava e mostrava fogo vivo correndo por boa parte de sua espessura.
A menininha fugiu... Corria tortamente em direção a sua mãe, com a mão nas costas e um choro incomum as crianças feridas, que ao contrario de gritar e espernear ela apenas fechava a cara num choro fraco que as vezes se tornava bem agudo, mas mesmo assim ainda fraco. E ao chegar a sua mãe, que logo gritou e a pegou no colo a menininha podia ver a amiga da viúva Baxter ligando para alguém.
Sua mãe corria e a menininha de jardineira verde e gorro azul olhava por cima do ombro da mãe o playground se distanciando enquanto ela corria. Ela levantou a mão e pode ver o estrago, mas não sentia dor, pois pode mais uma vez dar um vislumbre na criatura que a havia infligido e neste momento pensou que podia ter dito:
Alguém? Que tipo de alguém? Alguém armado? Espero que não, pois essa mão que você queimou hoje. Um dia vai ser a mão que vai te capturar.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
As prostitutas já impediram diversas guerras mundiais...
Veja bem: Lembra daquela propaganda da da Hope em que a Gisele usa o corpo dela para acalmar o marido? Bem também fizeram uma onde o homem está encrencado com a mulher mas usa a sua arma secreta! (Uma cueca cheia de dinheiro e cartões de crédito) Veja se algum homem reclamou que por ser pobre nunca conseguiria nada na vida? ahhh NOPZ... Isso prova que mulheres mal comidas não tem nada mais o que fazer a não se reclamar e ficar de mal humor. Sendo que o homem nunca é "mal comido" Pois se ele quiser pode comer uma prostituta o que acalma o homem. Desde o mais humilde Banqueiro até o mais poderoso Pedreiro. Ou seria ao contrário? Sem sexo esses homens ficariam loucos e poderiam desencadear forças estrondosas só por estarem de mal humor. Por isso digo que as prostitutas são as verdadeiras heroínas mundiais. E deveriam ser tratadas como tal. Porem... dias sombrios nos aguardam... com a crescente entrada das mulheres em carreiras politicas a balança do poder está se equiparando e com um numero tão diminuto de prostitutos muitas dessas mulheres no poder poderão ser mal comidas e deslanchar sobre o mundo uma CATARSE NUCLEAR!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Coração desenhado...
Formato circular e pulsante. Uma, talvez duas veias cativantes.
Um vinho amargo derramado em seu amago apenas pinta uma ou outra vez
Escondido por placas retorcidas de ferro como papel de bala jogado fora.
Uma batata vermelha e gratinada e esfaqueada varias vezes.
Descasca sua bela pele pois esqueceu o que era belo.
A nova pele nasce em hostil e vil castelo.
Um castelo que é de cartas e que termina em 20.
Vinte do futuro. Vinte da liberdade. Numero que leva a sanidade.
Coração armado até os dentes com porretes e correntes.
Daqueles que não se entende, mesmo de frente. Tão quente.
Tão longe da gente. Que também é quente e quer sentir calor.
Só te resta comer as beiradas. Aos poucos, aos trancos.
Esperar que o centro seja doce como o vinho para não ter asco deste caminho.
Espero que depois não haja mais nenhum espinho.
Nesta flor de batata que é coração de menina.
Um vinho amargo derramado em seu amago apenas pinta uma ou outra vez
Escondido por placas retorcidas de ferro como papel de bala jogado fora.
Uma batata vermelha e gratinada e esfaqueada varias vezes.
Descasca sua bela pele pois esqueceu o que era belo.
A nova pele nasce em hostil e vil castelo.
Um castelo que é de cartas e que termina em 20.
Vinte do futuro. Vinte da liberdade. Numero que leva a sanidade.
Coração armado até os dentes com porretes e correntes.
Daqueles que não se entende, mesmo de frente. Tão quente.
Tão longe da gente. Que também é quente e quer sentir calor.
Só te resta comer as beiradas. Aos poucos, aos trancos.
Esperar que o centro seja doce como o vinho para não ter asco deste caminho.
Espero que depois não haja mais nenhum espinho.
Nesta flor de batata que é coração de menina.
Aff... Para quem for idiota. Esta é a foto da flor que nasce da batata.
domingo, 11 de setembro de 2011
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