Uma Rosa...
Certa manhã, ao despertar de um sonho inquieto, Thomas descobriu que seus olhos fitavam a imensidão cinza! Não haveria como saber onde estava e seus ouvidos apenas tilintavam.
Certa manhã, ao despertar de um sonho inquieto, Thomas descobriu que seus olhos fitavam a imensidão cinza! Não haveria como saber onde estava e seus ouvidos apenas tilintavam.
-Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiihhhh...
-Decerto devia mover a cabeça. Primeiro para a esquerda até que a porção de marrom se igualasse a de cinza num horizonte contrastante, depois para a direita; mas percebeu que estava incapacitado de fazer isto.
“Devo me levantar?”, pensou claramente, mas descobriu que não possuía forças para tal e decidiu mais uma vez fitar o mono-cromatismo. Agora estava a pensar em quem era e o que fazia ali. Ele sabia que era Thomas e que se lembrava de ter despedido-se de uma bela enfermeira de Vermont cujas pernas eram vermelhas!
-Decerto devia mover a cabeça. Primeiro para a esquerda até que a porção de marrom se igualasse a de cinza num horizonte contrastante, depois para a direita; mas percebeu que estava incapacitado de fazer isto.
“Devo me levantar?”, pensou claramente, mas descobriu que não possuía forças para tal e decidiu mais uma vez fitar o mono-cromatismo. Agora estava a pensar em quem era e o que fazia ali. Ele sabia que era Thomas e que se lembrava de ter despedido-se de uma bela enfermeira de Vermont cujas pernas eram vermelhas!
“Mas como assim pernas vermelhas?”, arriscou dizer enquanto apostava com a loucura que agora se alojava em sua mente. E então ele viu duas solas de botas atravessando seu cinza infinito. Alguém pulara por cima dele e neste momento ele se sentia sozinho, pensando em Rosas...
“O quão clichê uma rosa nascendo da Terra desolada pode ser?”
E agora pensava nos filmes em que a Rosa significava a esperança de que nos piores momentos algo belo ainda poderia nascer da destruição, algo belo que não queria saber de ideais ou matanças, pois era belo por apenas existir.
“Limpo, nascendo da poça de merda!” E percebeu que enquanto pensava nisso suas mãos se mexiam como escravas da dor que agora chegava, e que estavam sujas, cobertas de terra molhada. A Dor veio junto ao som, como pipocas que estouravam na panela de manha enquanto sua mente voltou ao passado.
Sua mente se focava em letras lidas à luz de vela enquanto o som da porta que abria unida a passos cuidadosos, mas fortes, atravessavam o cômodo a fim de quebrar o silêncio esperado.
-Thomas... O que está lendo? – Uma voz feminina falou.
-É um livro de poemas. -Respondeu automaticamente como se estivesse vendo um filme em que ele mesmo era a estrela.
-Este é de T.S. Eliot. Chama-se “A Terra Desolada” – Terminou.
E ao momento desta frase dita se esforçou para ver com quem ele mesmo falara, mas apenas podia ver um borrão na escuridão e pernas vermelhas.
-Leia um trecho para mim Thomas. –As pernas disseram com vos insistente. E como uma marionete ele consentiu enquanto belas palavras jorravam de sua boca.
“Abril é o mais cruel dos meses, germina
Lilases da terra morta, mistura
Memória e desejo, aviva
Agônicas raízes com a chuva da primavera.
O inverno nos agasalhava, envolvendo
A terra em neve deslembrada, nutrindo
Com secos tubérculos o que ainda restava de vida.
O verão; surpreendeu-nos, caindo...”
-Eis que a vela se apaga e a leitura não é apenas interrompida pela falta de visão, mas porque agora seus lábios se encontravam incapazes de falar por uma sensação quente e moderna que lhe contornavam.
A Mulher de pernas vermelhas o beijara no escuro e Thomas mais uma vez abria os olhos que fitavam a imensidão monocromática! Tentou mais uma vez mover a cabeça para a direita e mesmo com dificuldade ele atiro-se ao lado até ver um corpo e depois nada mais.
Naquele mesmo momento que Thomas dava seu ultimo suspiro, uma bela mulher de Vermont, vestida desleixadamente, atendia sua porta de frente e um soldado abestalhado não poderia ter deixado notar e falar:
-Bela tatuagem de Rosa!
“O quão clichê uma rosa nascendo da Terra desolada pode ser?”
E agora pensava nos filmes em que a Rosa significava a esperança de que nos piores momentos algo belo ainda poderia nascer da destruição, algo belo que não queria saber de ideais ou matanças, pois era belo por apenas existir.
“Limpo, nascendo da poça de merda!” E percebeu que enquanto pensava nisso suas mãos se mexiam como escravas da dor que agora chegava, e que estavam sujas, cobertas de terra molhada. A Dor veio junto ao som, como pipocas que estouravam na panela de manha enquanto sua mente voltou ao passado.
Sua mente se focava em letras lidas à luz de vela enquanto o som da porta que abria unida a passos cuidadosos, mas fortes, atravessavam o cômodo a fim de quebrar o silêncio esperado.
-Thomas... O que está lendo? – Uma voz feminina falou.
-É um livro de poemas. -Respondeu automaticamente como se estivesse vendo um filme em que ele mesmo era a estrela.
-Este é de T.S. Eliot. Chama-se “A Terra Desolada” – Terminou.
E ao momento desta frase dita se esforçou para ver com quem ele mesmo falara, mas apenas podia ver um borrão na escuridão e pernas vermelhas.
-Leia um trecho para mim Thomas. –As pernas disseram com vos insistente. E como uma marionete ele consentiu enquanto belas palavras jorravam de sua boca.
“Abril é o mais cruel dos meses, germina
Lilases da terra morta, mistura
Memória e desejo, aviva
Agônicas raízes com a chuva da primavera.
O inverno nos agasalhava, envolvendo
A terra em neve deslembrada, nutrindo
Com secos tubérculos o que ainda restava de vida.
O verão; surpreendeu-nos, caindo...”
-Eis que a vela se apaga e a leitura não é apenas interrompida pela falta de visão, mas porque agora seus lábios se encontravam incapazes de falar por uma sensação quente e moderna que lhe contornavam.
A Mulher de pernas vermelhas o beijara no escuro e Thomas mais uma vez abria os olhos que fitavam a imensidão monocromática! Tentou mais uma vez mover a cabeça para a direita e mesmo com dificuldade ele atiro-se ao lado até ver um corpo e depois nada mais.
Naquele mesmo momento que Thomas dava seu ultimo suspiro, uma bela mulher de Vermont, vestida desleixadamente, atendia sua porta de frente e um soldado abestalhado não poderia ter deixado notar e falar:
-Bela tatuagem de Rosa!

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