domingo, 17 de abril de 2011

DOM QUIXOTE MODERNO!

Hoje eu  vi a mulher mais bonita do mundo! Pode parecer mentira, mas a visão é uma questão de perspectiva...

Não eram apenas suas curvilíneas formosuras que me agradavam, mas tambem as suas açoes.
Apenas vendo sem sentir eu pude imaginar e comparar cada poucas delas a sonhos que jaziam esmagados por mim mesmo no curso da vida. E então eu a desejava. Talvez não o suficiente para vener minha alma, mas o suficiente para render o meu corpo e mente aos seus sevéros encantos e pequenos erros que não os tornam verdadeiros erros apenas os tornam pequenos na mente de um cavaleiro desvairado sem moto e nem óculos escuros. Pelo menos ainda tenho a jaqueta não?

Pobre cavaleiro Andante!

E naquele momento Dom Quixote que nunca acreditou ter errado na vida eu que pelo menos achava que passava por ela sem verdadeiras delongas, percebeu que queria ser mais! Muito mais que um cavaleiro andante. E acreditou ingenuamente que cada erro da vida dela poderia concertar o erro de sua própria vida  e que sobre suas asas poderia errar a vontade, que não apenas os outros não ririam dele, mas tambem o acalentariam.

Pobre Dom Quixote Moderno!

E então ele a estudou. De longe como um observador de passaros. E piamente ele tinha fé de que poderia voltar a realizar suas proezas sem mais dar bola para o mundo! Explodir moinhos de ventos e usar um penico com elmo! Nada mais importava a não ser a aventura seguinte e seguinte em nome de sua amada! Sem ao menos nunca ter lhe tocado.

Pobre esquizofrênico fora de seu mundo!

Mas o Dom quixote moderno não quer sancho pança ao seu lado! Ele quer dulcinéia como sua mestra e quer ele mesmo ser o escudeiro e num gesto desmedido ele lhe passa o elmo de pinico, desce de seu corcél e se ajoelha perante a mulher mais charmosa e corajosa que ele ja viu. Ela nunca lhe disse nada em o havia visto, mas aceitou tamanha honra sem pestanejar. Tamanha era a espontaneidade de dulcinéia.

Pobre dulcinéia!

Arranjou um amor atrapalhado e um ajudante desnecessário!
Foi de graça... como qualquer amor!

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