quarta-feira, 24 de agosto de 2011

“838 Fragmentos”

“838 Fragmentos”

A fantasia é um gênero que foi alimentado por nossas mentes desde a mais tenra idade quando nossos parentes mais próximos contavam histórias amedontradoras sobre lendas urbanas que por nosso passado inocente pareciam a mais pura verdade. Algo especial, feito de coração e alma para aquelas mentes novas tanto torturadas com questões sobre si e outros que enquanto não se contentarem com a simples realidade terão muito mais do que o meu respeito.




quero fazer amizade com estranhos, correr riscos, viajar, tomar intermináveis banhos de chuva e acima de tudo viver, coisa que você não faz. é,eu sei eu estou te desapontando de novo, mas eu prefiro desapontar a você do que a mim mesma. bom, acho que isso é um adeus.
era como se seu corpo não a deixasse sair de lá,aquela paz parecia penetrar em sua alma.
algumas gotas de chuva começaram a rolar sobre meu rosto se misturando com algumas lágrimas que caiam contra a minha vontade.
gosto de alívio.
gosto de pessoas reais,pessoas que gritam,falam,choram e cantam. gosto de fazer pequenas descobertas
e esperamos sentados durante anos,décadas alguém lutar por nós quando na realidade nós que deveríamos estar lutando por nós mesmos.
iluminados demais,
e encontrava a sua paz
naqueles outros estranhos-conhecidos apartamentos,
que faziam a sua noite se desanuviar.
só mudam as músicas,

medo é para pessoas fracas que não tem pessoas que as façam lutar.
“13”
Eu não sei se eu me importo demais ou se é o mundo que se importa de menos.
“33”
My dear,porque você tinha que estragar tudo?
“32”  
tem uma surpresa no teu violão,
“0”

somos velhos demais, somos jovens demais, somos coisas demais.
às vezes me esqueço de como é bonito ver São Paulo ser lavada pela chuva e pelo cinza. 
[um monte de espaços vazios]

botei a mão no bolso e senti a purpurina.
era a poeira dos nossos sonhos
bêbados tristes choravam e jovens felizes cantavam.
 "pessoas com o nível de sensibilidade emocional elevado perderam o direito de falar por serem um atraso às pessoas normais".
e ninguém realmente me conhece. nem a dor.
[quase] nada é poesia
aquele céu cinza escuro
“8”
em alguma
noite estrelada
“2”
precisamos dessa noite.
não há céu para Ian e muito menos para seres como nós.
“0”
e eu não escrevo o que elas querem ler.
“365+122”
Essa música se repete e eu não quero parar de ouvi-la.
O ponto final não existe.
Será que você tem cicatrizes? Se tiver, vou querer cuidar delas.
ainda sentindo a frieza da rua.
“666”
tempo ao tempo
Quem não sabe brincar, vira escritor.
“3,1415”
vou para São Paulo.
“0”
Você é 13 e é nenhuma.
“365+365”
dois anos atrás.




“838”
A culpa é sempre dela. Acho que eu sou ela. Se o lobo é o homem do lobo,

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